O azeite virgem, a gordura mais saudável do mundo

Não há gordura que apresente tantos benefícios para a saúde como o azeite virgem. Ajuda a controlar o colesterol e a aterosclerose, evita a oxidação das células, regula a pressão sanguínea, é útil no tratamento e prevenção de alguns tipos de diabetes e pode ajudar a proteger o organismo contra determinados cancros e a doença de Alzheimer. Enfim, não em vão é designado de “ouro liquido”.

Já há muito que se relaciona o azeite virgem em conjugação com a dieta Mediterrânea, com menos mortes por doenças cardiovasculares. Porém, as virtudes do azeite parecem não conhecer fim. As investigações mais recentes puseram em relevo todas as vantagens que possuem uns compostos fenólicos que só se encontram no azeite de oliva virgem e em nenhum outro óleo vegetal e que possuem uma ação preventiva sobre várias doenças.

O azeite de oliva e a saúde do coração

As investigações sobre o azeite e os seus efeitos sobre a saúde cardiovascular tem aumentado nos últimos anos, vindo revelar que o consumo de azeite protege das doenças cardiovasculares. O efeito protetor deve-se à sua riqueza em ácido oleico, mas também a outros componentes secundários que possuem propriedades antioxidantes – os chamados polifenóis.

O azeite tem a capacidade de baixar o colesterol mau (LDL), sem reduzir o colesterol bom (HDL) – o colesterol que protege frente à aterosclerose, e que portanto, mantém as artérias em bom estado.

As gorduras que aumentam o colesterol mau (LDL), são as gorduras saturadas, muito abundantes em produtos lácteos, carne, seus derivados e os óleos vegetais tropicais, como o de palma e coco.

Estes óleos vegetais tropicais são muitas vezes utilizados na preparação de alimentos industrias amplamente consumidos por crianças e jovens. As gorduras saturadas fazem aumentar o colesterol LDL (mau), sendo que o seu efeito prejudicial é pior, do que o consumo de alimentos ricos em colesterol.

Os óleos vegetais também muito usados na cozinha e que fazem parte de muitos produtos industriais, como o óleo de girassol ou óleo de milho são gorduras poliinsaturadas, capazes de reduzir o colesterol mau (LDL), no entanto também têm a desvantagem de reduzir o colesterol bom (HDL).

Estudo Predimed e a doença cardiovascular

A dieta Mediterrânea acompanhada de azeite virgem e frutos secos, é capaz de reduzir 30% o risco de infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral ou morte cardiovascular, foi o que ficou demonstrado no estudo Predimed “Efeitos da dieta mediterrânea na prevenção de doença cardiovascular “, publicado na revista New England Journal.

O azeite virgem pode reduzir a obesidade, diabetes e hipertensão

Numerosos estudos confirmaram que uma dieta rica em azeite, como a dieta Mediterrânea, faz diminuir a incidência de doenças como a obesidade, a diabetes tipo 2, a hipertensão e ajuda a reduzir a resistência à insulina.

Isto, porque se crê que uma dieta rica em azeite faz reduzir a resposta inflamatória, que hoje em dia é considerada, em parte, a causa dessas doenças e, deste modo contribui para diminuir o seu avanço.

O azeite de oliva e o envelhecimento

O azeite, graças à sua riqueza em gordura monoinsaturada, antioxidantes e micronutrientes, retarda o aparecimento das doenças crônicas e aumenta a qualidade de vida na velhice. Além disso, ao fazer parte da dieta Mediterrânea, melhora a qualidade de vida e ajuda a promover a longevidade. A dieta Mediterrânea, na qual o azeite é a sua principal gordura, é um dos melhores modelos de dieta a seguir. Uma maior qualidade de vida na velhice está relacionada com o facto de que esta dieta reduz as doenças crônicas, como doenças cardíacas, cancro e doenças neurodegenerativas.

O ácido oleico e o cancro de mama

Um estudo realizado por cientistas espanhóis demonstrou que o azeite pode ajudar na prevenção e no tratamento do cancro da mama, devido ao seu componente principal, o ácido oleico.

As conclusões do estudo, dirigido pelo cientista Javier Menendez, biólogo molecular do Instituto de Pesquisa de Chicago Northwestern Health confirmou que a ingestão de ácido oleico que se encontra no azeite virgem reduz significativamente um dos genes mais agressivo associados a tumores.

O diretor do departamento de Oncologia Médica, Instituto Catalão de Oncologia, Ramon Colomer, que também participou neste estudo, referiu que o ácido oleico “fortalece as membranas celulares” e contribui para “a regulação dos genes.”

Propiedadades anti-inflamatórias semelhantes às do ibuprofeno

Até agora é bem conhecido os benefícios do azeite para diminuir o colesterol, prevenir as doenças cardiovasculares, a diabetes, o cancro, mas novos estudos vão surgindo. Foi o que aconteceu recentemente quando alguns investigadores americanos descobriram um novo componente no azeite extra virgem com propriedades anti-inflamatórias similar ao medicamento ibuprofeno

O autor desta grande descoberta foi o Dr. Beauchamp, biólogo do Centro de Pesquisa Monell, na Pensilvânia (EUA), que, numa conferência de gastronomia molecular, na Sicília, notou que o azeite extra virgem produzia na garganta uma ligeira irritação picante semelhante ao ibuprofeno. Este cientista já tinha realizado trabalhos anteriores relacionados com este medicamento.

Posteriormente o Dr. Beauchamp, juntamente com um grupo de cientistas isolaram o composto químico que gerou o sabor picante, o qual chamaram Oleocanthal e descobriram que, à semelhança do ibuprofeno ou da aspirina, é capaz de inibir a atividade da COX-1 e COX-2.

O azeite extra virgem protege contra a doença de Alzheimer

Um novo estudo publicado na revista ACS Chemical Neuroscience revelou que o consumo de azeite de oliva extra virgem ajuda a reduzir o risco de doença de Alzheimer, graças ao componente do azeite chamado Oleocanthal que previne e corrige as proteínas anormais beta-amiliodes do cérebro. Os investigadores ao verificarem que a prevalência da doença de Alzheimer é menor nos países mediterrânicos, atribuíram isso ao alto consumo do azeite, a gordura consumida em grandes quantidades na dieta Mediterrânica.

O relatório conclui que o Oleocanthal- um composto fenólico presente no azeite extra virgem tem a capacidade para reduzir o risco de doença de Alzheimer e outras demências neurodegenerativas próprias da velhice.

Apenas o azeite virgem tem benefícios

Ao comprar uma garrafa de azeite, se verificar que no rótulo só aparece a palavra “azeite”, significa que está a comprar azeite refinado, ao qual foi adicionado um pouco de azeite virgem com o fim de melhorar o seu sabor, mas longe de poder oferecer todos os benefícios do azeite virgem para a saúde, que tem revelado os estudos científicos.

Os polifenóis, esses antioxidantes que oferecem tantos benefícios à saúde, só estão presentes no azeite virgem, uma vez que estes compostos desaparecem durante o processo de refinação do azeite e não se encontram em nenhum dos óleos de sementes.

Por esta razão, deve consumir azeite de oliva virgem sem misturas com outros tipos de gorduras. Certifique-se de que a palavra “virgem” vem expressa no rótulo.

Como conselho médico, o Dr. González Aragón vem recomendado o consumo diário de duas colheres de sopa de azeite puro de oliva extra virgem, como uma medida antienvelhecimento, com muitos benefícios para a pele, a digestão, as membranas celulares, contra a inflamação crônica… Beber diariamente 2 colheres de sopa de azeite de oliva extra virgem diretamente na boca, ou no pão ou nas saladas é uma medida, que para além de muito saudável, tem também um baixo custo em comparação aos medicamentos.

O azeite nas dietas de emagrecimento

As gorduras sempre foram vistas, como as grandes responsáveis do aumento de peso, razão pela qual as dietas comuns tendiam a reduzir drasticamente as gorduras e compensavam aumentando os hidratos de carbono. Este aumento levava também ao excesso de peso, uma vez que os hidratos originavam picos de açúcar e insulina que fazem abrir o apetite.

É certo que a gordura é calórica, mas deve fazer parte da alimentação. Cumprem funções importantes no organismo. Cerca de 30 a 35 % das calorias devem provir da gordura. Para tal a gordura saudável como o azeite virgem é a melhor opção. Uma colher de sopa de azeite contém 90 calorias. Não será uma colher ou dois que fará engordar, mas sim o excesso das calorias ingeridas ao longo do dia.

As gorduras saturadas, trans e as polinsaturadas em excesso, que se encontram nas carnes gordas, margarinas, óleos vegetais e alimentos industriais não são saudáveis porque originam problemas de saúde, isso é motivo mais que suficiente para bani-las da dieta diária. No entanto, as gorduras monoinsaturadas que se encontram no azeite, para além dos potentes antioxidantes, são saudáveis e, seria uma imprudência não incluí-las na dieta depois de conhecer todos os benefícios que proporcionam à saúde.

 

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